
Para quem não conhece o Stumble Upon, vale a pena fazer um test-drive.
Vamos a ele: de forma prática, trata-se de um plugin que quando instalado no seu browser, permite os usuários descubram e dêem notas para páginas, fotos, vídeos, artigos recentes ou qualquer conteúdo disbonibilizado na internet. Essas páginas são apresentadas quando o usuário – conhecido dentro da comunidade como um “stumbler” – clica no botão “Stumble!” na barra de ferramentas do seu navegador.
Ao instalar o plugin, é preciso criar uma conta na qual seleciona-se os temas de interesse, e pronto, é só clicar em um botão fixo na barra de ferramentas do seu navegador e uma página inédita de conteúdo relevante é carregada na sua frente baseado nos seus interesses.
Bom até aí nada de novo, certo?
Apenas mais uma ferramenta que fica me mostrando sites bacanas?
Na verdade, aquilo que mais salta ao olhos é a mecânica de funcionamento da ferramenta que se alimenta do próprio uso e utiliza-se do conjunto de opiniões dos usuários, para trazer um conteúdo mais relevante para quem aperta o botão.
Isso acontece porque na medida em que os usuários navegam nas páginas eles podem classificá-las sob dois critérios de análise subjetiva o “I liked”:
ou o “I didn`t like it”:
. E há uma recompensa muita bacana para quem faz isso: na próxima vez em que o stumbler clica para descobrir um novo conteúdo, este aparece já considerando o conjunto de opiniões colaborativas sobre a qualidade dos sites. Segundo o site oficial da ferramenta, isso ocorre porque o usuário recebe a recomendação de páginas que os amigos e outros “stumblers que tem gostos e opiniões parecidas” também gostaram.
Portanto, o benefício principal oferecido pela ferramenta – descobrir sites cada vez mais relevantes na web – é socializado por meio da criação da rede social do seu entorno, e, sua mecânica de utilização por estar intimamente ligada com a avaliação subjetiva que o usuário faz das páginas, construiu a relevância individual e, após cruzamento das opiniões de vários usuários, a coletiva.
Isso faz com a que a ferramenta fique muito melhor após cada avaliação do usuário, ou seja, quando mais se usa, melhor fica, criando um ciclo virtuoso, uma “bola de neve do bem”.
Um outra mania web recente utliza o mesmo princípio colaborativo de retroalimentação, é o akinator o WebGenius.
Trata-se de um jogo que se propõe em que um gênio virtual adivinha o personagem ou celebridade que o usuário imaginar, fazendo apenas algumas perguntas genéricas sobre essa figura pública. Surpreendentemente, na maioria dos casos o gênio realmente “adivinha”.
Ele chega acertar até nomes de brasileiros não tão carimbados como por exemplo o comediante Tiririca ou até mesmo o jogador de futebol Júnior Baiano (faça o teste por lá!). Esse grau de profundidade só é possível porque toda essa
genialidade não sai da lâmpada, na verdade ela vem do coletivo e é baseada na mesma mecânica retroalimentar que movimenta o Stumble.
Esse modus operanti da web é a forma como o individual encontra o coletivo, e vice-versa.