O objetivo de nossos primeiros posts deve ser nos apresentar, pois isso ajudará no entendimento do papel de cada um na pesquisa. Neste caso, permitam-me que me apresente. Me chamo Gustavo Valdívia, tenho 27 anos, sou publicitário e aluno do curso de Comunicação Social na ESPM. Trabalho com computadores e comunicação desde que me entendo como gente, e já fui um pouco de tudo: hacker, DJ, webdesigner, assistente de criação, gerente de T.I., diretor de arte, radialista, designer e fotógrafo. Hoje me considero um publicitário com certas habilidades muito convenientes que fazem de mim um profissional mais completo.
Nunca fui um nerd, e apesar de não ter sido um garoto estudioso e aplicado (na verdade eu era da turma do fundão), sempre era referência entre os colegas, que me consultavam como a um professor quando o assunto eram computadores. Minha namorada diz que sou uma pessoa que poderia, facilmente, ficar algum tempo sem o telefone celular, mas jamais sem meu computador pois isso me impossibilitaria de ser quem eu sou e fazer o que faço. De fato, minha vida está baseada nessa máquina, e hoje ela contém tudo o que eu preciso para trabalhar, falar com meus amigos, ler, pesquisar, me divertir, ouvir minhas músicas, ver minhas fotos e muito mais.
Devido às minhas habilidades específicas e repertório sobre o assunto, meu papel na equipe é de ser o elemento técnico, o expert em tecnologia que ajudará o grupo a se inserir mais no campo pesquisado, uma vez que sou aquele que irá a campo em posição de igualdade com os indivíduos que dele fazem parte. Minhas razões para estar lá, que são muito próximas das deles, são tão pessoais quanto minha relação com computadores e tecnologia em geral, o que me coloca lado a lado com as questões pesquisadas em campo.
Ao longo desses 27 anos de vida, e devido ao período da história em que eles se passaram, tive a chance de me deparar com uma mudança dramática na forma como a humanidade passou a se comunicar: o computador pessoal. Especificamente nos últimos 20 anos, minha relação com eles foi muito mais próxima do que a da maioria das pessoas, pois entrei em contato com os computadores desde muito cedo e, crescendo junto com essa plataforma, desenvolvi um interesse muito grande por essas máquinas e pelo que eu poderia fazer com elas. Por causa dessa intimidade, rapidamente adquiri capacidades que me permitiam reprogramá-las para fazerem o que eu queria, mas do meu jeito, às vezes de forma diferente do seu estado padrão.
Acredito que essa vontade de aprimorar, de “afinar” a máquina, assim como a intimidade com ela, são características comuns a muitos dos campuseiros inscritos no evento, inclusive eu. Vejo que esse caminho que trilhei até aqui fez de mim quem eu sou hoje, e que esse processo é algo próximo do que alguns trilharam para chegar a ser quem são. Sendo assim, vejo na Campus Party uma grande chance de encontrar outras pessoas que, assim como eu, participaram e ainda participam dessa constante mudança no nosso mundo e em nossas vidas. Pessoas que também eram a excessão à regra na sua turma, com quem eu posso compartilhar o que sei e com quem eu vá aprender novas coisas para dividir com outros.
Nos próximos posts trarei algumas indicações e informações muito úteis para entender o porque desse espírito colaborativo comum a tantas pessoas.
Obrigado e até lá!